Carta pela qual Vossa Majestade há por bem fazer Mercê do Titulo do Seu Concelho, ao Juíz da Relação de Lisboa José Joaquim d"Almeida Moura Coutinho.

Carta pela qual Vossa Majestade há por bem fazer Mercê do Titulo do Seu Concelho, ao Juíz da Relação de Lisboa José Joaquim d"Almeida Moura Coutinho. ( D. Maria II)  Quatro de Julho de 1843. Raínha e Bernardo da Costa Cabral. Selo Real.

José Joaquim de Almeida de Moura Coutinho ComNSC (Porto5 de Janeiro de 1801 – Lisboa15 de Outubro de 1861) foi um político português e uma das figuras mais proeminentes da Maçonaria portuguesa durante o período cabralista.

Família

Filho de José Joaquim de Almeida Coutinho e de sua mulher Rosa Joaquina de Lima Xavier.

Biografia

Foi no Porto onde aderiu à causa liberal. Combateu na Guerra Civil, onde a gravidade dos ferimentos o forçou a amputar uma perna.

Bacharel em Leis pela Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, exerceu funções de Juiz dos Tribunais da Relaçãodos Açores e de Lisboa, e foi Deputado de 1843 a 1846.

Conselheiro, foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa a 11 de Setembro de 1844.

Homem ligado às Leis, adoptou o nome simbólico de Licurgo, o mítico legislador espartano, na altura da sua iniciação. Esta concretizou-se na Loja União Açoreana de Ponta Delgada, filiada no Grande Oriente Lusitano. Foi o segundo Maçon português a ascender ao Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceite, que lhe foi conferido por Costa Cabral em Maio de 1842. Participou no Supremo Conselho desde a sua constituição, em 1844, onde obteve os cargos de Soberano Grande Comendador Lugar-Tenente (1849-1854) e de Soberano Grande Comendador (1854-1861). Em 1849, na sequência da crise que seguiu as eleições gerais ao cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, encabeçou a facção anticabralista (Marques, 1986, vol II: 98-99). O triunfo da Regeneração em 1851 foi favorável a este grupo, que entretanto adoptara o nome de Grande Oriente de Portugal. Moura Coutinho desempenhou a função de Grão-Mestre desta organização entre 1853 e 1861. A sua dirigência foi marcada pela sua inflexibilidade e autoritarismo, "o que teria afastado muitos obreiros e impedido um crescimento normal da sua Obediência" (Marques, 1986, vol II: 98-99). Entre as suas numerosas publicações sobre justiça, administração pública, política e história contemporânea, destacam-se os Cathecismos referentes aos Graus 1 a 7 e o Manifesto do Ir. Lycurgo. Gr. Insp. Geral da Ordem dos Franco-Maçons em Portugal.[1]

Foi o 2.º Grão-Mestre interino, depois definitivo, do Grande Oriente de Portugal desde 1853 até à sua morte em 1861.[2]

Foi sepultado em jazigo no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.[3]

Casamento e descendência

Casou com Mariana Cândida da Costa Freire de Almeida Pimentel, com descendência.

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