A Maçonaria em Paraty - Professor Diuner Mello

Diuner Mello escreve histórias que estuda e pesquisa. E aquelas que ouve. Sócio fundador do Instituto Histórico e Artístico de Paraty, ele é um Cidadão de Ouro, título que recebeu da rede DLIS pela pesquisa sobre o Caminho do Ouro-Estrada Real. Em Paraty, muita gente pede a opinião dele sobre diversas manifestações culturais. Ninguém sossega enquanto Diuner não dá o seu aval.

O pesquisador tem 67 anos. Aos 12, foi estudar num colégio interno no Rio de Janeiro. Seus amigos não entendiam bem de onde ele vinha. "Fica perto de Angra dos Reis", esclarecia. Um dia, voltou e nunca mais foi embora. Decidiu conhecer a cidade onde nasceu e que é um pouco o retrato do Brasil.

"Paraty tem ciclos de riqueza e de decadência como todas as outras. Com a descoberta do ouro, sofreu uma revolução e uma reorganização cultural. Não por causa do ouro, que ia para Portugal, mas pelo comércio que se instalou aqui". A libertação dos escravos, outro episódio marcante, tirou a mão de obra dos engenhos, veio a decadência. "Paradoxalmente, a cidade sofria quase que nenhuma influência", ele analisa.

Diuner sabe o que é lenda e o que é mito. Conta, por exemplo, que as brigas das bandas são um fato, que as mulheres ergueram uma igreja só pra elas, a de Nossa Senhora das Dores. "Paraty é assim: quando não é noite de ceia, é hospício". Palavra de quem conhece.

Fonte: http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/18935

Calçada pé de moleque e os símbolos maçônicos. 2015

Paraty e a maçonaria.