Convento do Carmo (Rio de Janeiro)

Convento do Carmo.
Foto tirada de dentro de um ônibus. 2008.

 

Histórico

 

Origens

A história do Convento do Carmo começou com Frei Pedro Viana, que, após fundar o Convento do Carmo de Santos, veio com outros carmelitas para o Rio de Janeiro em 1589. Nessa data, receberam da Câmara a Capela de Nossa Senhora do Ó, localizada perto da praia, que converteram em Capela da Ordem do Carmo. Em 1611, receberam o terreno contíguo à capela, no qual começaram a construir o convento a partir de 1619. O convento teve de ser reformado algumas vezes na época colonial. A partir de 1761, a capela da ordem foi reconstruída (veja Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo).

 
Vista atual do Convento do Carmo. Um moderno edifício revestido de janelas de vidro escuro foi construído logo atrás do convento colonial.
 

Família Real

Em 1808, com a chegada do Príncipe-Regente Dom João VI e da corte portuguesa, o Convento do Carmo foi confiscado e aí foi alojada a Rainha Maria I de Portugal, local onde ela passou os últimos 8 anos de sua vida. No convento também se instalou oReal Gabinete de Física e o depósito do Palácio. Em 1810 instalou-se a Real Biblioteca no terreno do convento, num edifício pertencente à Ordem Terceira do Carmo. Os livros da biblioteca, vindos de Portugal, foram o embrião da Biblioteca Nacional do Brasil.

Um passadiço foi construído ligando o convento ao Paço Imperial, que nessa época passou a ser um Palácio Real. A igreja do convento foi transformada em Capela Real e Catedral. Entre 1840 e 1896, o convento abrigou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

O edifício hoje

Em 1906, a fachada do convento foi redecorada em estilo eclético, alterações que foram retiradas em 1960, quando o edifício foi restaurado e tombado pelo IPHAN. Atualmente, o velho edifício do convento é parte da Universidade Cândido Mendes (UCAM), que construiu uma moderna torre de escritórios no centro do terreno.

Arquitetura

O Convento do Carmo foi um dos maiores edifícios da cidade colonial, mas seu valor histórico é maior que o artístico. O convento tem a particularidade nunca ter tido um claustro, diferentemente dos modelos conventuais tradicionais. Os dois primeiros andares, com janelas muito espaçadas, são mais antigos, enquanto o terceiro andar foi construído na segunda metade do século XVIII e possui janelas de verga superior curva. A fachada posteiror tem uma série de contrafortes, provavelmente construídos na mesma época em que se fez o passadiço (já demolido) que ligava o convento ao Paço Imperial. A abertura da rua do Cano, atual rua Sete de Setembro, entre o convento e a Igreja do Carmo, destruiu parte da fachada lateral do convento.

Os carmelitas hoje


Entre 1808 e 1810, os carmelitas moraram provisoriamente no convento de Nossa Senhora de Oliveira, à rua dos Barbonos (forma como eram designados os frades franciscanos capuchinhos, ainda hoje referidos como "barbadinhos" por, outrora, não rasparem o rosto, nem apararem as barbas, moradores originais deste convento,) atual rua Evaristo da Veiga. Em 1810 receberam, por doação do bispo Dom José Caetano da Silva Coutinho, com a anuência do Príncipe Regente, como forma de compensação pela perda do tradicional Convento do Carmo, o antigo seminário com capela anexa de Nossa Senhora da Lapa do Desterro. A igreja passou a se chamar Nossa Senhora do Carmo da Lapa. No dia 14 de setembro de 1958, um incêndio destruiu o convento, com todo seu recheio artístico, e foi demolido, substituindo-o um edifício moderno. O novo Convento do Carmo do Rio de Janeiro está situado na Rua Morais e Vale, 111.

Fonte:  Wikipédia, a enciclopédia livre.

 
 
 

O Convento do Carmo do Rio de Janeiro. 2016