Dona Maria Antõnia Reginalda. Itaboraí. 1787.

Dona Maria Antõnia Reginalda. Itaboraí. 1887.

"Nascida em Itaboraí, em julho de 1787, muito cedo, aos 15 anos de idade, uniu-se em matrimônio ao Alferes Antônio Joaquim Soares, em julho de 1802. Transferiu-se o casal para Maricá. Inicialmente construíram uma modesta casa coberta de sapé. Muito religiosa, cuidou em abrigar em sua casa a imagem de Nossa Senhora da Conceição, herdada de sua genitora, Joaquina Francisca de Alvarenga. Pouco tempo depois, incendiando-se a modesta habitação, uma nova casa, mais sólida, foi levantada.
Bem como uma capela que abrigava a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Viúva aos 25 anos, mãe de seis filhos e em vésperas de dar a luz ao sétimo, viu-se corajosamente dirigindo a fazenda com presteza e êxito. Mulher forte e inteligente, deu uma educação esmerada aos seus filhos, acompanhando-os quantas vezes se fizesse necessário, em longas viagens da fazenda a Niterói. Casou-se pela segunda vez, com José Rodrigues Ferreira, viúvo, mas que faleceu não muito tempo depois. Com licença do bispo, trouxe para sua fazenda o padre espanhol Frei João Garcia, a quem deu hospedagem e a missão singular de atender à família e aos 200 escravos que estavam sob suas ordens. Faleceu aos 6 de janeiro de 1873, querida de todos, aos 85 anos de idade, na mesma fazenda que viu nascer e agigantar-se." (Machado, Pe. Paulo Batista. Maricá, Meu Amor. Rio de Janeiro. Apex,
1977. p.105 - 106) Fonte: INEPAC

Família Macedo Soares

Família Macedo Soares.

"No ano de 1802, casaram-se em Itaboraí, onde eram nascidos, os alferes Antônio Joaquim Soares e Maria Antônia Reginalda. O casal arrendou aos frades do mosteiro e São Bento uma faixa de terras em mata virgem no povoado de Ponta Negra, onde dada a predominância de bananeiras, deram o nome da localidade. Auxiliados por meia dúzia de escravos recebidos por dote, começaram o plantio do local. Construíram uma casa grande com capela anexa tendo como padroeira uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de propriedade da família.
Dez anos depois, no ano de 1812, morreu o alferes deixando Maria Antônia Reginalda na direção da fazenda que prosperava. O casal possuía seis filhos que foram por ela criados, segundo a história, com energia e dignidade. A fazenda que cultivava café e anil chegou a ter 200 escravos e um capelão, Frei João Garcia, o qual oficiava casamentos, fazia batizados e residia na propriedade.
D. Maria Reginalda faleceu em 1873.
Em 1834 o Bananal havia se dividido em duas partes: o Bananal de cima, ou Bananal propriamente dito, e o Bananal de baixo, ambos de propriedade dos descendentes, filhos do casal. Nessa fazenda iniciou-se o ramo "Macedo Soares" de Maricá." 

Fonte: (Simão, Maria Tereza de Biase. Vistoria para levantamento dos bens imóveis de valor histórico e artístico existentes no município deMaricá. Rio de Janeiro, INEPAC, 1979.)