Os inquisidores do Santo Ofício

Auto de Fé no Colubandê. Momentos antes dese iniciar os trabalhsos da Santa Inquisição !

A Procissão das Almas

Vídeo de Fabiano Ramos Carvalho

A fogueira da Santa Inquisição

O Auto da Fé no Colubandê (versão editada)

Claudio Prado de Melo, o mentor de todo o projeto !

Colubandê

PRESS RELEASE

SENSIBILIZAÇAO PELO PATRIMÔNIO EM COLUBANDÊ
25 de Março de 2017

Abandonada desde 2012 a Fazenda Colubandê passa por situações inacreditáveis como saque, vandalismo e atentados! Desde 2013 estamos advertindo que a situação de Colubandê é dramática e os resultados tem sido vistos por todos desde que ela foi desocupada pelo 7.o Batalhão da Policia Florestal por ordem do Governador Sergio Cabral em 2012. A partir desta data temos verificado somente perdas, danos e total destruição. De forma contundente a Sociedade Civil tem demonstrado sua perplexidade diante de um CRIME DE LESA PATRIMÔNIO de proporções incomensuráveis e os movimentos em defesa do patrimônio tem sido constantes.

Após o abandono e negligência do Poder Publico, em Janeiro as portas de madeira da fazenda foram roubadas e nos dias 21 e 22 de Janeiro ladrões desmontaram e roubaram uma das mais preciosas peças de Arte Sacra no Estado do Rio de Janeiro... o retábulo da Capela de Santana de 1740. O próximo alvo podem ser os painéis de azulejos Portugueses do Alentejo que datam de 1740-60 e podem ser descritos como obras-primas da arte do azulejo Português além-mar. Algumas peças já começaram a ser furtadas !

Sem portões, portas ou vigilância, a fazenda dos séculos XVII e XVII é invadida a noite por usuários de drogas e malfeitores e alem dos danos, tentativas de incêndios são verificadas por todas as partes. Denuncias estão sendo feitas as Autoridades desde 2013, mas agora que os danos e os saques se intensificam e atingem maior dimensão ... tanto o Ministério Público Federal , Policia Federal , IPHAN, INEPAC, IRPH ( da cidade do Rio), Casa Civil do Estado do RJ, como a Prefeitura de São Gonçalo estão devidamente informados.

Sem solução, no dia 25 de Março estamos promovendo um ATO PÚBLICO representativo e teremos uma atividade especial, como abaixo:

Programação:
14 h Concentração das pessoas na frente da Fazenda e preenchimento com CAL da palavra SOS COLUBANDE no gramado frontal.
14:30 h Abertura da Exposição de peças históricas do Período Colonial, organizada pelo Museu da Humanidade / IPHARJ ( Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro) , incluindo peças de uso cotidiano e mobiliário dos séculos XVII e XVIII, mostrando um ambiente próximo como o que existia na Fazenda séculos atrás.
Exposição dos fragmentos da Capela de Santana que foram recolhidos na limpeza do matagal e da parte interna da Fazenda.
15:00 h Apresentação dos vários DOCUMENTARIOS feitos sobre a Fazenda na época em que estava funcionando e preservada. Estes vídeos ficarão rodando em uma TV grande com cadeiras arrumadas
15:30 h Atividade externa com DUAS ATIVIDADES SIMULTANEAS 
1) Plantio de Mudas na área posterior da Fazenda com o grupo REMOMA e participação do Grupo de Escoteiros de São Gonçalo
2) Apresentação dos resultados da filmagem da Fazenda com DRONES e filmagem de TAKES para a internet por uma equipe profissional da Geofaz - Desenvolvimento Social e Ambiental, disponibilizada pelo CBA ( Centro Brasileiro de Arqueologia) ,
16:00 h Mesa-redonda reunindo Pesquisadores e Comunidade e coleta de assinaturas para o documento base da CARTA DE COLUBANDE para ser levada a UNESCO ( ICOMOS e ICAHM )
17:00 h. Apresentação de Grupos de Capoeira na parte externa da Fazenda. Esta apresentação evoca as atividades de entretenimento dos escravos. 
18:00 h. Inicio da apresentação do AUTO DE FÉ DA SANTA INQUISIÇÃO E A FAZENDA COLUBANDE, reunindo elenco de 40 atores do Curso de Teatro JÓ SIQUEIRA e com produção do IPHARJ e dramatização dos fatos históricos ocorridos na Fazenda Colubande no séculos XVII e XVIII 
18:40 h . Finalização do evento

Quem Ama , Cuida ! Vamos demonstrar nosso amor, respeito e preocupação pela Fazenda Colubandê, chamando a atenção das autoridades para seu abandono e destruição! Imploramos a todos os níveis federal, estadual e municipal uma vigilância para o inestimável bem patrimonial e nem se quer uma patrulhinha é fornecida pela policia. O resultado se vê nas fotos : usuários de drogas, pessoas ligadas a rituais satânicos, cracudos, vândalos e agora ladrões de antiguidades e obras de arte estão simplesmente DESMONTANDO a Fazenda...

Serviço:
Evento: SOS FAZENDA COLUBANDÊ 
SENSIBILIZAÇAO PELO PATRIMÔNIO EM COLUBANDÊ

Data: 25 de Março de 2017, das 14:00 as 18:40 h

Endereço: RJ-104 , altura da Praça de Colubandê - quase em frente ao MAKRO e em frente ao CHARME HIPERMERCADO

Coordenação e Contatos Claudio Prado de Mello ( 21 – 98837-6289, 99188 4880, 3358 0809 )
Regina Meiville ( 21 – 99813 4122 )

Equipe de Colaboraçao Voluntária
Agatha Mello
Alba Laurentino ( 21 - 989969611 )
Jó Siqueira ( 21 – 3708-4104 )
MC Castro ( 21 - 988998098 )
Vitor Savino Campos ( 21 – 988881574 )

Encorajamento:
Deivid Antunes 
Joao Vieira 
Sergio Gomes 
Raquel Basilio 
Mansuaria Araújo

Realização e Produção do Evento:
IPHARJ ( Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro) / Museu da Humanidade
SOS COLUBANDE

Apoio Institucional: 
Instituto Histórico e Geográfico de Itaboraí
Curso de Teatro JÓ SIQUEIRA
Centro Brasileiro de Arqueologia
George Savalla Gomes Escoteiros de São Gonçalo

Apoio Cultural 
Geofaz - Desenvolvimento Social 
Dr Homero Guião
Profa Lenise Saramago
Profa Dra Catherine Beltrão
Dr Eduardo Gesualdi Monteiro de Castro
Prof Ricardo Machado
Profa Carenina Sudó Franco
Terra Brasilis Arqueologia Ltda

E-mail: 
pradodemello@hotmail.com
Reginameville@hotmail.com

CONTATOS : 
21 - 99188 4880
21- 3358 0809 
21 – 3012 -4908

Site: https://www.facebook.com/events/1878491402435625/

HISTÓRICO DA FAZENDA

A Fazenda Colubandê é uma das fazendas coloniais mais importantes do Brasil. A sua história começou no século XVII quando foi comprada por Duarte Ramires de Leão e ali sua família viveu até o século de XVIII, tornando a propriedade em uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar da região. Os historiadores presumem que sua construção seria anterior ao ano de 1620. 
Parte da sesmaria doada ao colonizador Gonçalo Gonçalves, teve seu um dos seus engenhos vendido a Catarina de Siqueira em 1618/19 ao cristão novo Ramirez Duarte de Leão, que mudou de nome em Portugal a fim de fugir da Inquisição. Em 1713, a fazenda foi confiscada pela Inquisição e seus donos presos levados para Portugal para julgamento pelo Santo Ofício. O engenho foi entregue aos jesuítas onde sofre sérias mudanças devido a nova religião atuante.

A casa grande possui 28 cômodos interligados, construído em adobe de barro cozido e argamassa de conchas moídas e óleo de baleia , foi construída em torno de um poço do século XVII, de acordo com a tradição judaica, e não segue um estilo padrão, pois foi sendo reformada ao gosto de cada dono. O teto tem estilo oriental, as janelas mostram influência da época de Luís XV e o entorno da varanda possui 16 colunas em estilo grego-romano, com conversadeiras entre cada coluna. O casarão foi construído em estilo barroco e conta com 38 cômodos, incluindo quatro no subsolo, onde ficavam as senzalas que abrigavam os escravos.

A casa-sede foi erguida ao lado da capela de Sant’Anna, de estilo jesuítico e características mouras na parte de cima. Datada de 1618, foi construída em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat. Passou por reformas em 1740, quando foram instalados nas paredes da capela-mor dois painéis de azulejos portugueses Alentejanos em estilo barroco-rococó. Um mostra a imagem de Sant’Ana, mãe da Virgem Maria, ensinando-a a ler e outro retrata o pedido de casamento de São Joaquim e Sant’Ana, avós de Cristo.

Em 1969, o antigo chão de madeira foi trocado pelo atual, de tijolo de barro. O conjunto arquitetônico da casa e fazenda foi tombado pelo IPHAN em 1940 e pelo INEPAC em 1965. Atualmente esta abandonada e estava sob responsabilidade do Batalhão Florestal e de Meio Ambiente da Polícia Militar até 2012. Próximo à casa principal, na antiga área de lazer existe um mural em homenagem às mulheres assinado pela artista plástica Djanira, da década de 1960. Há também o Bosque da Saudade, construído em 2006, onde cada árvore representa um policial morto em defesa do meio ambiente.

Diante de toda a sua importância histórica, cultural e arquitetônica (sendo um dos únicos imóveis no Brasil com arquitetura setecentista preservada localizada em área urbana) a Fazenda está literalmente abandonada e largada a sua sorte, sendo alvo constante de vandalismo e a partir de 2016 de saques .

Texto: Claudio Prado de Melo.