Planta de diversas sesmarias confrontantes com as terras da Coonservatória dos ìndios do Município de Itaboraí.

“Nos anos de 1835 – 1836  Joaquim José Rodrigues Torres, o futuro visconde de Itaboraí, considerado um economista de larga visão, dirigiu a Província com o objetivo de torná-la um sustentáculo do regime imperial.

Inúmeras foram as manifestações dos presidentes da Província com o destino das propriedades dos índios. Assim, o primeiro presidente do Rio de Janeiro colocava no ano de 1835 que era necessário melhor administrar aquele patrimônio e sugeria que fossem transferidos para as Câmaras Municipais a administração e rendimentos dos seus bens “ficando, todavia sujeitas elas aos encargos que eram desempenhados pela Conservatória”. Argumentava que a alienação da maior parte dos terrenos ocupados pelas aldeias reduziria as invasões, como estava ocorrendo em Mangaratiba e Valença onde muitos “intrusos” não pagavam foro à Conservatória dos Índios. Dizia que, do esclarecimento pedido aos juízes dos órfãos sobre as aldeias na Província, tinha sido informado que existiam: a de São Pedro, habitada por 350 indivíduos, onde existia uma igreja arruinada e casa que  anteriormente era hospício dos jesuítas, data de terras medindo três léguas de testada, com três de fundos; a de São Barnabé com 114 índios que era formada por uma sesmaria de duas léguas de terra em quadra, com igreja e porto.

No ano de 1871 afirmava o presidente que não podia prestar esclarecimentos à Assembléia sobre o estado dos aldeamentos, pois muitos destes tinham sido extintos. Dizia também que nos municípios de Cabo-Frio, Itaguaí e São Fidélis os índios estavam inteiramente dispersos.

Nos demais relatórios esta questão é praticamente abandonada pelo governo provincial, o que pode indicar a falta de controle por parte do Estado no processo de invasão nas terras dos indígenas, como também o fim de muitos desses aldeamentos.”

In: MARIA ISABEL DE JESUS CHRYSOSTOMO.IDÉIAS EM ORDENAMENTO, CIDADES EM FORMAÇÃO: A PRODUÇÃO DA REDE URBANA NA PROVÍNCIA DO RIO DE JANEIRO. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL. Rio de Janeiro. 2006 ( Tese de doutorado) Acesso em 25 de Outubro de 2020.

Traçado amarelo delimitando as sesmarias São Gonçalo e o marco da Conservatótia dos índios do Município de Itaboraí .

O marco da Conservatória dos Índios.

O marco da Conservatória dos indios de Itaborahy.