O Vale da Gávea Pequena visto do nascente, coberto de cafeeiros pouco antes da colheita, com os galhos arriados pelo peso dos grãos. À esquerda, vê-se a prioridade dos Mocke, e mais abaixo a dos Lecesne. Aquarela de Émeric E Vidal, c. 1828. In:Paulo Bastos Cézar . A Casa da Gávea Pequena: residência oficial da Cidade do Rio de Janeiro. Casa da Palavra, 2006.

A expedição as ruínas de van Mocke. Fotografia de Valério Barreto Santos

Ruínas da fazenda de van Mocke na Gávea Pequena no Rio de Janeiro.

o capitao médico holandês foi um dos pioneiros das plantações de café no Rio de Janeiro. Sua fazenda tinha cerca de 100.000 pés de café. Faleceu em 1828 e a cafeicultura mais tarde foi  dizimada por uma peste agrícola. 
Todas as fazendas com plantações de café na área sucumbiram trazendo grandes prejuízos econômicos aos seus proprietários. Posteriomente, a mando do Imperador D. Pedro II, o Major Archer replantou toda a Floresta de Tijuca por falta de água que abastecia a cidade do Rio de Janeiro. Os mananciais de água estavam secos.  Na entorno da antiga fazenda foram construídos  sete reservatórios de água pela CEDAE (1870) para conter o precioso líquido na época da estiagem e evitar que faltasse para a população da cidade que se expandia  com alto índice populacional. 
Hoje, só através de trilhas fechadas é possível encontrar os vestígios da  antiga fazenda em ruínas . Possuía um moinho para moer o café movido pelas águas de um canal através do Rio Mocke, Casa armazém, Casa Grande e outras construções.

O caminho para a Gávea Pequena, atual Estrada da Vista Chinesa. Mais abaixo, a Lagoa Rodrigo de Freitas.1816. Óleo sobre tela de Karl Ernest Papf, 1896. In: Paulo Cézar . Casa da Palavra, 2006.

O armazém do café

Ruínas do moinho

Canal do Rio Mocke onde ficava o moinho da fazenda.

Ruínas da Casa Grande

Caule gigante de árvore nas ruínas do Mocke.

Bandeira Imperial com Valério.Barreto Santos

Momento de alegria ao encontrar as ruínas bem escondidas na floresta.

Vídeo da expedição van Mocke em 2021.